Rügen, provavelmente o maior balneário de veraneio da Alemanha, é a maior ilha do país, banhada (por todos os lados, hehehe) pelo Mar Báltico.
Eu, que já havia estado lá em 1995, me entusiasmei com a ideia de visitar a ilha novamente, o que fiz no último fim de semana de abril, aproveitando a rara previsão –– que felizmente se confirmou –- de sol e temperaturas acima dos 10 graus celsius.
No trajeto, várias usinas de energia eólica (que mais parecem plantações de catavento) e a bela paisagem das planícies do nordeste alemão servem de moldura para uma “Autobahn” (rodovia federal) irretocável, na qual é possível (e permitido!) viajar a 200km/h (!) com toda a segurança, e tendo a impressão de que se está, no máximo, a 150km/h.
Foi de cima da ponte que liga a cidade de Stralsund, no continente, à ilha, que revi o Mar Báltico depois de 15 anos.
Binz foi a cidade escolhida como base para esta visita a Rügen, por ser a mais urbanizada e com melhor infra-estrutura turística da região. Com o vento e o frio sob controle, foi surpreendentemente prazeiroso caminhar (de casaco e sapatos) pela praia de areia fina e branca, respirar o ar marinho e sentir o sol brando bater no rosto.
Também passeei pela praia em Göhren, ao sul de Binz, passei por Sellin, onde tomei um sorvete em um belo café construído “sobre as águas”, e vi o sol se por em Kap Arkona, no extremo norte da ilha.
No nordeste da ilha, próximo a Sassnitz, há um parque ecológico com belas trilhas pela floresta (ainda desfolhada) que levam a um lindo conjunto de escarpas de cor branca, supostamente efeito do giz (ou seria caolin?) contido nas pedras da região. O contraste do branco das pedras com o azul da água é de uma beleza singular. Infelizmente, as fotos não fazem jus ao cenário...
Outra visita curiosa foi à cidade de Prora, onde existe um imenso complexo de prédios, hoje abandonado, erguido durante o regime nazista para servir de balneário de férias para a população alemã. A crença vigente à época era a de que um povo com acesso a lazer também seria um povo forte, daí a construção ter recebido a alcunha “Kraft durch Freude”, ou KdF, literalmente “Força através do Contentamento”. O conceito –- e sua implementação –- são desconcertantes…
Mas a maior surpresa da viagem foi mesmo o único quiosque na beira da praia em Binz. Os mais atentos logo verão, na foto abaixo, a bandeira do Brasil, e lerão as inscrições nas faixas verde (“Bar Brasileiro”) e amarela (“Cantinho Legal”). Não é exagero dizer que brasileiro está em tudo o quanto é canto… até em Rügen!!!
