terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Feliz Aniversário – Mesmo!

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Como meu aniversário este ano caiu numa terça-feira, e ainda por cima em época de provas (eu mesma tive uma no dia seguinte!), deixei para comemorar na sexta seguinte, no Botequim Carioca, um bar brasileiro muito legal aqui na esquina de casa (http://www.botequimcarioca.de).

O sucesso foi maior do que eu esperava: o comparecimento foi maciço, e a confusão que se seguiu parecia Assembleia Geral da ONU sem tradução simultânea. O bar, normalmente tomado de brasileiros, teve que abrir espaço para eslovacos, russas, gregos, chinesas, turcos, georgianas, alemães… e para a pequena mas animada comunidade de doutorandas brasileiras à qual eu me juntei desde que cheguei, e que puxaram um “parabéns pra você” cantado pelo bar inteiro (desconhecidos inclusive, que vergonha!) -- seguido de um igualmente animado “happy birthday to you” que os gringos excluídos entoaram.

Muitas cervejas, caipirinhas e batidas de frutas, e de porções de aipim frito, coxinha, pão de queijo, kibe e empadinha depois, os bravos que ainda estavam de pé fomos para o Dante Club (http://www.dante-club.de/index2.html), onde dançamos até o dia amanhecer. Mas dessa parte da comemoração não há fotos… só testemunhas! :D

No domingo rolou uma segunda comemoração, no mesmo Botequim Carioca (porém mais light), com minha família alemã e dois amigos, que não puderam comparecer na sexta. No cardápio, feijoada e bife acebolado.

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(De todos os presentes que ganhei este ano, o mais especial foi o carinho dos novos amigos que fiz. Pessoas de várias partes do mundo, de idades diferentes, com maior ou menor domínio do alemão, mas que demonstraram mais uma vez algo em que acredito firmemente: não existem barreiras para a amizade). 

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Viagem de Ano Novo: Retorno a Berlim

Depois de 13 dias, a volta para casa. Nevou tanto nesse período que a impressão que tive, ao chegar, é que aquela não era a minha rua…

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Quem quiser comparar pode conferir a foto do post http://graci-in-berlin.blogspot.com/2009/12/em-berlim-16h30-da-noite.html

Viagem de Ano Novo: Budapeste

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Budapeste, nosso último destino antes do regresso a Berlim, era também a única cidade do roteiro que eu não conhecia, e portanto, pelo menos para mim, o momento mais aguardado da viagem.

Talvez por isto, talvez pelas inúmeras loas à capital húngara que eu ouvira até então, talvez ainda por ser inverno em uma cidade que vive do turismo de verão, mas provavelmente pela junção de todos estes motivos, o resultado foi uma leve frustração.

Não que a cidade seja feia, pelo contrário! A parte central, não-homogeneizada pelos anos de comunismo, é muito bonita, e lembra Viena –- o que não é surpresa, considerando que o império dos Habsburgo não se chamou “Império Austro-Húngaro” à toa.

Também não há o que reclamar da hospedagem (um bem-cuidado e muito bem localizado apartamento de três quartos, de longe o melhor albergue em que ficamos), nem da hospitalidade dos húngaros (bastante simpáticos e com domínio do inglês suficiente para atender os turistas, uma ótima notícia considerando que o idioma húngaro é indecifrável).

E deve-se reconhecer o forte senso de orgulho do povo, que repete à exaustão que o prédio do Parlamento é o segundo maior da Europa, que a cúpula da catedral é a quarta mais pesada, que a avenida Andrassi é a segunda mais longa, etc., etc., etc., num delírio de grandeza que lembrou as referências feitas no filme “Borat” ao personagem-título, o “Segundo Melhor Repórter do Glorioso País o Cazaquistão”, e à sua irmã, a “Quarta Melhor Prostituta do Cazaquistão”.

O problema, acredito eu, é que Budapeste é hoje o que Praga era há cerca de 15 anos: uma cidade com potencial, mas carente de restauração. Some-se a isto o clima permanentemente chuvoso e o fato de que TUDO lá é cobrado –- e nem sempre barato –-, e o resultado não poderia mesmo ter sido dos melhores.

Não quero dizer que não vale a pena conhecer a cidade, mas há outros destinos que eu recomendaria sejam visitados primeiro. Vou tentar voltar no verão (ou em 15 anos?), para procurar encontrar em Budapeste tudo o que me foi prometido…

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Viagem de Ano Novo: Viena

Não fosse o meu receio de ferir suscetibilidades, eu diria que os austríacos são alemães mais gentis. Ou que os alemães são austríacos mais mal-educados.

E além da gentileza de seus moradores, Viena tem a mostrar uma beleza clássica e ao mesmo tempo funcional, resultado da combinação entre os magníficos palácios construídos pelos poderosos Habsburgos (família de nobres que reinou sobre a região por muitos séculos, à qual pertenceu a Imperatriz Tereza Cristina, esposa de D. Pedro II) e o intenso trabalho de planejamento urbano feito na virada do século XIX para o século XX.

Eu, que já havia estado na capital da Áustria no verão, a achei comparativamente bastante desprovida de encantos: a escassez de pessoas nas ruas, a nudez dos outrora impecáveis jardins do Palácio Schönbrunn, as ruas, em geral limpíssimas, cobertas de lama em razão da neve… Por sorte pegamos os últimos dias da bela decoração de Natal na cidade, o que compensou um pouco esta minha sensação de desapontamento.

Foi em Viena, também, que minha cunhada viu a neve pela primeira vez (embora já houvesse nevado em Praga, o volume de neve por lá mal fora suficiente para não derreter imediatamente ao cair no chão).

Tenho que confessar que senti uma certa inveja, a mesma que tenho de pessoas que, já adultas, vêem o mar pela primeira vez. Como passei por ambas as experiências ainda criança, fase em que paradoxalmente tudo e nada é novidade, perdi a chance de sentir o fascínio que deve sentir um adulto ao ver pela primeira vez aquela imensidão de água, seja salgada, seja –- como no caso –- congelada.

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Pena que esse fascínio passe com o (mau) tempo, já que nessas condições climáticas as tarefas mais cotidianas, tal como levar um bebê para passear, podem se tornar um verdadeiro estorvo…

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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Viagem de Ano Novo: Réveillon em Praga

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A capital da República Tcheca é outra cidade que não canso de visitar; assim como em Dresden, esta também foi minha quarta vez por lá, e a segunda durante o inverno. E, também como Dresden, Praga tem uma alcunha à sua altura: Paris do Leste.

Diferentemente de Dresden, porém, em Praga o que impressiona não é a reconstrução pós-Segunda Guerra, e sim a revitalização pós-comunismo. Eu, que estive por lá pela primeira vez parcos 4 anos após a abertura da Cortina de Ferro e conheci a cidade antes dessa revitalização, a considero –- mais que quaisquer Galleries Lafayette -- um dos mais ostensivos marcos do poder do capitalismo na Europa.

Talvez seja esta a principal razão de Praga ser uma cidade ávida por turistas -- que correspondem a essa avidez com paixão, lotando suas ruas e lojas de souvenirs, apesar do frio e das poucas horas de claridade que os curtos dias de inverno proporcionam.

Os “poucos” Euros que os turistas da Europa Ocidental trazem para cá são generosamente “multiplicados” ao serem convertidos em Coroas Tchecas, a moeda local. Não só a taxa de conversão lhes é bastante favorável, como os preços comparativamente baixos (mesmo para uma cidade da Zona do Euro considerada barata, como Berlim) permitem um “upgrade” no padrão de viagem habitual dos turistas da classe econômica. E os italianos, que segundo minhas estimativas representavam cerca de 70% dos presentes na cidade durante nossa estadia, parecem apreciar particularmente essa situação favorável.

Se é que há um lado negativo nisso tudo, é o fato de que a região central, bem mais cara que o resto da cidade, acaba ficando inteiramente esvaziada de “vida local”. Tchecos, por ali, só os vendedores, garçons e guias turísticos. Nada que prejudique a beleza da Paris do Leste…

Por fim, mais algumas fotos da nossa virada de ano na Praça da Cidade Velha, e da baladinha pós-virada em um bar de jazz sobre um deque flutuante sobre o Rio Vlatva chamado Jazz Dock.