quarta-feira, 5 de maio de 2010

“Ok, você venceu, batata frita…”

Minha ex-chefe, que se tornou uma grande amiga (e que por isso mesmo vai me perdoar por ter esquecido o aniversário dela –- parabéns atrasados, Marta!), costumava dizer que “o ótimo é pior que o bom quando chega tarde” toda vez que algum prazo fatal se aproximava perigosamente, sem que eu desse mostras de estar perto de terminar meu trabalho.

A verdade é que esse perfeccionismo que cultivo para algumas coisas (não, Mãe, arrumação não é uma delas!) pode mesmo ser contraproducente… é o caso do blog, por exemplo: mais um mês se passou, e nada de eu postar sobre a viagem com a Patrícia, já que não consegui escrever nada que considerasse satisfatório.

Mas de vez em quando tenho alguns rompantes libertadores, e ontem tive um deles: o propósito do blog não é exercitar a escrita, e sim manter pessoas queridas informadas sobre como andam as coisas por aqui! Perdoem portanto a escassez de comentários, e aproveitem as fotos!

Primeira escala: Paris (de sexta-feira, 19.2., a segunda-feira, 22.2.2010)

Voltar a Paris foi fundamental para que eu deixasse para trás a má impressão dos parisienses que minhas duas passagens anteriores pela cidade tinham criado. Eliminar esta ressalva me fez ingressar num clube numeroso mas bastante exclusivo, o dos que são incondicionalmente apaixonados pela capital francesa.

Claro que também foram fundamentais para a minha revisão de conceitos as divertidíssimas companhias da Máisa, amiga da Patrícia que mora na França e se juntou a nós neste fim de semana, e da própria Patrícia, que estava 1) possuída pelo espírito de um turista-japonês-tirador-de-fotos:

“-Pati, nós vamos chegar mais perto da Notre-Dame, não precisa fotografar daqui, de onde não dá pra ver direito!”

“ - Eu sei; mas quero fotos daqui e de lá também! Click! Click!”

e 2) tomada pelo monstro-do-eu-preciso-ver-tudo-em-quatro-dias-então-corre!

Queijos e vinho no quarto (regados a uma conversa surreal! In vino veritas…), voltar ao Louvre, ao belíssimo Musée d’Orsay, finalmente conhecer o Museu Rodin, tomar champagne no Champs Élysées, passear de barco pelo Rio Sena, ser recompensada com a deslumbrante vista da cidade após penar para subir os mais de 400 degraus da torre da Notre Dame… Paris foi mesmo uma festa para os olhos e para todos os demais sentidos, inclusive o paladar! Foi em um bistrô parisiense, levada pelo Raphael Calmon -- outro amigo da Patrícia e que mora na cidade --, que eu provei o melhor prato que já comi até hoje: um steak tartare (carne crua cortada em pedacinhos bem pequenos) ao pesto de manjericão. Simplesmente divino.

3 comentários:

Unknown disse...

Delicia Graci! Tambem quero ir, preciso tirar a má impressao dos franceses que senti em 99 (má vontade com a caipirinha aqui, sô)!
Bjs com saudades! E deixa o perfeccionismo de lado e escreve mesmo, vc é boa de qualquer jeito!

Anônimo disse...

Nome e endereço do restaurante, pufavô! :D

Fabi disse...

Eu fiquei tão mal impressionada que nem quero tirar a má impressão! A minha conclusão era de que "não se pode ser feliz num país de céu cinza a maior parte do ano" (mas depois eu conheci a Inglaterra, e seus ventos horrorosos, e descobri que os ingleses são simpáticos mesmo assim! Então, a explicação caiu por terra...). E eca pra sua carne crua também! Humpft! Pelo menos não era caracol.
Mas, abstraindo dos parisienses, é uma cidade cheia de coisas lindas. Vc não foi no L'Orangerie (ali no Jardin des Tuileries)? Abs.