quarta-feira, 5 de maio de 2010

Madri –- de segunda-feira, 22.2., a quinta-feira, 25.2.

Todos os sinais indicavam que Madri seria um desafio à paciência e ao bom-humor. O vôo saindo de Paris, que já chegaria quase às 23h na capital espanhola, atrasou duas horas. A minúscula sala de embarque estava lotada. E não tínhamos levado nada para comer. Praticamente um revival do nosso bom e velho apagão aéreo…

Chegando lá, depois de meia hora hipnotizada pela rotação da esteira de bagagens, pouco a pouco esvaziada com a retirada das malas pelos respectivos donos, finalmente aceitei resignada o fato de que a minha, mais uma vez (http://graci-in-berlin.blogspot.com/2009/09/willkommen-in-berlin.html) não estava dentre elas.

No total, entre a espera e o registro da queixa, mais uma hora perdida no Aeroporto de Barajas. Cansadas, gastando o portunhol e as células cinzentas para decifrar mapas, ainda faltava descobrir como funcionava o metrô e como chegar ao albergue, em plena madrugada chuvosa.

Na manhã seguinte acordamos para nosso primeiro dia na cidade, que não entrará para a história como um dos dez mais divertidos. A começar pela minha pequena decepção com o Museu do Prado (que é um belo museu, claro, mas que teve o infortúnio de nos receber imediatamente após nossas visitas ao Louvre e ao Musée d’Orsay), passando por cartões telefônicos que não funcionavam quando mais se precisava deles, pelo desconhecimento quanto ao paradeiro da minha bagagem e por um inesperado banho de chuva gelada  sem qualquer abrigo por perto, que inutilizou a única muda de roupas que eu tinha –- a do corpo –-, aquela terça-feira, que culminou com a primeira das três pisadas em cocô de cachorro madrilenhas, foi um dia inesquecível a ser esquecido.

Mas não há mal que sempre dure, como diz o adágio. O dia seguinte foi bem melhor, apesar das duas pisadas em cocô de cachorro (desta vez encaradas com bastante humor!) e do Palácio Real estar fechado à visitação pública em razão de visita oficial. O dia ensolarado e ótimas surpresas, como o belo Templo de Debod e o Museu Reina Sofia, e a notícia de que minha mala estaria esperando por mim no aeroporto no dia seguinte, ajudaram a superar o trauma do dia anterior.

E na nossa última manhã na cidade, antes de irmos para o aeroporto, onde se deu meu emocionante reencontro com meus pertences, ainda conseguimos visitar o Palácio Real (quem não ficou fã do Rei Juan Carlos após o “porque no te callas” dito ao Hugo Chavez?!)…

Um comentário:

Ju e Felipe disse...

Hum....
Tipo Munique depois de Praga.. rs
Saudade de vc!!!!
bj
Ju