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segunda-feira, 5 de julho de 2010

Shows, shows, shows!

Depois de uma longa espera, iniciada em janeiro (quando comprei os ingressos), finalmente chegou  a minha tão aguardada “temporada de shows particular”… e valeu esperar cada minuto:

Kiss, o2 World, Berlim, 26.5.2010 (ou: “I wanna rock ‘n roll all night and party every day”)

Kiss7 - Copy

Todos os grandes clássicos, parte do público fantasiada, bateria erguida por cabos, guitarras sendo quebradas, Gene Simmons mostrando a linguona e cuspindo “sangue”, Paul Stanley voando por cima da plateia suspenso por cabos (passou bem por cima da minha cabeça!), luzes, chuva de papel picado…

Enfim, as duas horas de show do Kiss foram a perfeita concretização da definição de espetáculo:

“es.pe.tá.cu.lo
sm (lat spectaculu) (…). 3 Qualquer representação pública que impressiona ou é destinada a impressionar a vista por sua grandeza, cores ou outras qualidades.(…)”
  (fonte: http://michaelis.uol.com.br/moderno/portugues/index.php?lingua=portugues-portugues&palavra=espetáculo ).

Pura diversão!

 

AC/DC, Berlim, Olympiastadion, 22.6.2010 (ou: “for those about to rock, we salute you!”)

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O show que eu estava aguardando mais ansiosamente, não só pela ótima música (que, para quem não sabe, brilhou recentemente na trilha sonora do filme “Iron Man 2”), mas principalmente pela companhia da minha amiga Raquel Veloso, que “casou” a vinda dela à Europa com a data do show aqui em Berlim.

E não saí do famoso e lotadíssimo Estádio Olímpico de Berlim nem um pouco decepcionada. A voz quase inaudível do Brian Johnson (não que o som estivesse ruim ou baixo, mas parece que os 30 anos de sexo, drogas e rock ‘n roll cobraram seu preço na saúde vocal dele) foi suprida pelas mais de 50 mil vozes do público, que, devidamente paramentado com os famosos chifrinhos vermelhos, cantou todas as músicas no lugar do vocalista. O Angus Young mostrou a sua ótima forma musical e física tocando muito e fazendo um strip-tease até ficar de cuecas tipo “boxer” –- da “griffe” AC/DC, claro. E de salvas de canhão a locomotiva invadindo o palco, o que não faltou foi parafernália visual pra acompanhar a banda…

Pearl Jam, Wühlheide, Berlim, 30.6.2010 (ou “hey I, oh, I’m still alive”)

Sempre gostei muito de Pearl Jam. Achava as músicas ótimas, e para mim “You’ve got to hide your love away”, dos Beatles, ficou ainda melhor que o original na voz rouca do Eddie Vedder (gravada para o lindíssimo filme “I am Sam”, cuja trilha sonora é composta só de regravações de músicas dos Beatles), o que é quase uma blasfêmia para uma beatlemaníaca. (No vídeo abaixo, a voz é de Vedder.)

O fato é que agora eu já não gosto mais de Pearl Jam. Não. Desde a última quarta-feira eu estou perdidamente apaixonada por eles! Sua apresentação foi a maior surpresa de todas, e sem dúvida o melhor show ao qual já fui até hoje –- e não foram poucos...

O palco (um anfiteatro rodeado por um bosque), a belíssima luminosidade natural (do cair de uma noite de verão berlinense), a atmosfera pacífica e tranquila, as participações especialíssimas (de Ben Harper e do guitarrista do REM, Peter Buck), a emoção do Eddie Vedder, que ficou com a voz embargada e precisou parar de falar quando o público não parou de cantar o trechinho final de Black… uma noite simplesmente inesquecível!

Aerosmith, o2 Arena, Praga, 1.7.2010 (ou “sing with me / sing for the year / sing for the laugh / sing for the tears”)

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Sim, local e data são esses mesmos: 1.7.2010, Praga, um dia depois do show do Pearl Jam em Berlim. Depois de acordar ainda sonhando com o show da noite anterior, percorri de trem a distância entre as capitais alemã e tcheca para ver Steven Tyler e companhia ao vivo naquela mesma noite.

Não posso dizer que o show em si tenha sido ruim: som de qualidade, iluminação intensa, clássicos (inclusive a melosa “I don’t want to miss a thing”, da trilha sonora do filme “Armageddon”, que lançou Liv Tyler, filha de Steven, ao estrelato), o figurino extravagante e as caras-e-bocas-estilo-wanna-be-mick-jagger do frontman Steven Tyler, estava tudo lá. Mesmo assim, foi uma apresentação burocrática, o que já seria por si só ruim.

O fato, porém, é que esse foi o menor dos problemas: a visibilidade ruim em razão do palco muito baixo, e a longa espera de mais de 2h em pé na pista lotada, num calor insuportável e sem possibilidade de comprar bebida tornaram a experiência um suplício…

 

Bom, bola pra frente (metáfora apropriada em tempos de derrota em Copa do Mundo…): agora é esperar pelo próximo show (do Sting, em setembro)!

(Crédito: a maior parte das fotos foi feita pelos meus amigos Tomas Balun -– Kiss, AC/DC e Aerosmith -- e Peter Glezl –- Pearl Jam).

domingo, 6 de junho de 2010

O que tenho feito ultimamente

Durante a semana fico enclausurada em casa ou na biblioteca, escrevendo a monografia, com interrupções para aulas de spinning, dança de salão, salsa e pilates.

Mas nos fins de semana tento aproveitar o que a cidade e o entorno oferecem… alguns aperitivos:

  • Passeio de barco pelo Spree, rio que corta a cidade, no começo de maio:
  • Visita ao presídio de Höhenschonhausen, hoje desativado, onde ficavam os presos políticos da ex-República Democrática Alemã. Durante 2h, o guia, um ex-detento, conta a história do prédio, o dia-a-dia dos presos, as técnicas de tortura aprendidas com os soviéticos (que também usaram o prédio como presído logo após a Segunda Guerra) e como funcionava a máquina policial e judiciária do regime comunista alemão, também no começo de maio:
  • Karnaval der Kulturen, um “carnaval de rua fora de época” muito engraçado, com direito a “trios elétricos”, que corta as ruas de Kreuzberg, em 23 de maio:

O bloco “mais animado” (!), Afoxé Leoni, era “teuto-brasileiro”: uma puxadora baiana e muitas baianas alemãs… 

  • Ida a Bückow, uma cidade a 1h30 ao norte de Berlim, passando por lindos campos amarelos (plantações de canola) e florestas de um verde intenso, típico da primavera, no final de maio:

Como não amar esta cidade?!

domingo, 26 de julho de 2009

EM CONSTRUÇÃO




A saga começa em 21.9.2009... aguardem!
(créditos: a pintura é do Andy Warhol, mas a foto é de minha autoria, tirada no MoMA, em NY, em setembro de 2008...)

Alinhar à esquerda