Mostrando postagens com marcador reencontro. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador reencontro. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 25 de maio de 2010

Rügen

SV400152

Rügen, provavelmente o maior balneário de veraneio da Alemanha, é a maior ilha do país, banhada (por todos os lados, hehehe) pelo Mar Báltico.

mapa Rügen

Eu, que já havia estado lá em 1995, me entusiasmei com a ideia de visitar a ilha novamente, o que fiz no último fim de semana de abril, aproveitando a rara previsão –– que felizmente se confirmou –- de sol e temperaturas acima dos 10 graus celsius.

No trajeto, várias usinas de energia eólica (que mais parecem plantações de catavento) e a bela paisagem das planícies do nordeste alemão servem de moldura para uma “Autobahn” (rodovia federal) irretocável, na qual é possível (e permitido!) viajar a 200km/h (!) com toda a segurança, e tendo a impressão de que se está, no máximo, a 150km/h.

Foi de cima da ponte que liga a cidade de Stralsund, no continente, à ilha, que revi o Mar Báltico depois de 15 anos.

Binz foi a cidade escolhida como base para esta visita a Rügen, por ser a mais urbanizada e com melhor infra-estrutura turística da região. Com o vento e o frio sob controle, foi surpreendentemente prazeiroso caminhar (de casaco e sapatos) pela praia de areia fina e branca, respirar o ar marinho e sentir o sol brando bater no rosto.

Karte_Ruegen_original_700

Também passeei pela praia em Göhren, ao sul de Binz, passei por Sellin, onde tomei um sorvete em um belo café construído “sobre as águas”, e vi o sol se por em Kap Arkona, no extremo norte da ilha.

No nordeste da ilha, próximo a Sassnitz, há um parque ecológico com belas trilhas pela floresta (ainda desfolhada) que levam a um lindo conjunto de escarpas de cor branca, supostamente efeito do giz (ou seria caolin?) contido nas pedras da região. O contraste do branco das pedras com o azul da água é de uma beleza singular. Infelizmente, as fotos não fazem jus ao cenário...

Outra visita curiosa foi à cidade de Prora, onde existe um imenso complexo de prédios, hoje abandonado, erguido durante o regime nazista para servir de balneário de férias para a população alemã. A crença vigente à época era a de que um povo com acesso a lazer também seria um povo forte, daí a construção ter recebido a alcunha “Kraft durch Freude”, ou KdF, literalmente “Força através do Contentamento”.  O conceito –- e sua implementação –- são desconcertantes…

Mas a maior surpresa da viagem foi mesmo o único quiosque na beira da praia em Binz. Os mais atentos logo verão, na foto abaixo, a bandeira do Brasil, e lerão as inscrições nas faixas verde (“Bar Brasileiro”) e amarela (“Cantinho Legal”). Não é exagero dizer que brasileiro está em tudo o quanto é canto… até em Rügen!!!

SV400080

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Ceia de Natal à Brasileira em Berlim

Jantar de Natal2

Local: minha mansão de 46m².

Presentes: eu, meu irmão, minha cunhada, Eva (brasileira que faz doutorado em biologia na vizinha cidade de Potsdam, que me foi apresentada por um amigo em comum) e Diogo (amigo da Eva, doutorando em biologia na Bélgica).

Horário de início: assim que cheguei do aeroporto com meu irmão e cunhada, por volta de 20h do próprio dia 24/12! (enquanto isso, os convidados ficaram no meu apartamento, terminando os preparativos – ops!).

Menu:

  • Entrada – salada
  • Pratos principais: Peito de pato e lombo de porco
  • Acompanhamento: cuscuz marroquino
  • Sobremesa: sorvete de creme com calda de frutas vermelhas

Hmmm, tudo muito bom!!!

Jantar de Natal

Em seguida, fomos à missa na Catedral de St. Hedwigs, católica, mas só chegamos a tempo de ouvir o coro cantando Noite Feliz (Stille Nacht).

Por fim, Diogo, Eva e eu deixamos o casal se recuperando do jet lag em casa e saímos para dançar até o dia seguinte…

Balada de Natal

Faltaram papai e mamãe, o resto da família e os amigos, mas foi uma noite inesquecível!

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Willkommen in Berlin!

Mal se passaram 72h desde que o vôo 184 da Lufthansa despejou sua carga de passageiros no aeroporto de Tegel, mas sinto como se estivesse em Berlim há um mês. Talvez porque a experiência de ficar hospedada na mesma casa em que vivi há 15 anos pareça um interminável déjà-vu, ou talvez por eu já ter vivido tanta coisa desde então, o fato é que parecem ter se passado uns 30 dias em 3.

Aliás, muita coisa se passou não só desde que cheguei, mas desde que parti. A viagem em si mereceria um post à parte: a correria até o aeroporto de Brasília e a choradeira de praxe na despedida, a gratíssima surpresa de me deparar com uma amiga muito querida me esperando na rampa de embarque, afazeres em Guarulhos (registrar o laptop levou quase 1h!!!)... e em Frankfurt, após 11h de vôo, mais ansiedade: fila no balcão da Lufthansa para retirar o cartão de embarque para Berlim, com o tempo de conexão super apertado (deu certo); passar pela imigração dizendo que estou aqui para estudar, mas sem visto (não sei dizer se o policial alemão foi com a minha cara ou se ficou impressionado com todos os vistos e carimbos no meu passaporte, mas o fato é que também deu certo); rigor no controle policial em razão das recentes ameaças da Al-Qaeda à Alemanha (cachorros por todo lado e um jovem oficial que me abordou no raio-x e me pediu para acompanhá-lo até uma máquina que identifica vestígios de explosivo, em que meu sobretudo foi analisado, e depois me cantou: "deu positivo, vou precisar que você me dê o seu número de telefone"); e o grand finale: claro que uma das minhas duas malas extraviou na conexão (na foto, só as que chegaram). Mas como Alemanha, teu nome é eficiência, na manhã seguinte a fujona foi entregue na casa da minha "família alemã".


Por falar em família, que felicidade ser recebida pela minha "mãe da Alemanha" já no aeroporto! A fofa tinha dito ao telefone que jamais permitiria que sua "filha mais velha" pegasse um taxi para ir para casa, depois de tantos anos, e realmente não permitiu... Assim como também não permitiu que eu tivesse tempo de sentir saudades de casa: do aeroporto fomos direto a um restaurante grego, onde nos esperavam meu "irmão" Marian, minha "irmã" Verena, Thommy (Thomasius, o novo pulguento da família), e muitas horas de conversa regada a cerveja (Prost!) e Ouzo (Opa!). Ao chegarmos em casa, um rápido telefonema para dar sinal de vida, e cama.

Os dias seguintes foram pura burocracia. Abrir conta (31 anos, velha demais para ter uma conta de estudante, isenta de tarifas); contratar seguro-saúde (31 anos, velha demais para ter o seguro-saúde para estudante, 75% mais barato); me registrar como residente... e foi então que passei pela situação-Tostines do ano: nas instruções para matrícula consta que é preciso comprovar o registro, mas no departamento de estrangeiros exigem a comprovação de matrícula para outorgar o registro. E lá vou eu tentar convencer os funcionários da universidade a me matricular...

A diversão tem sido procurar apartamento. Do alto das minhas 14 mudanças, posso dizer que casa nova, em qualquer circunstância, é uma delícia -- e em breve terei a minha 15a. Além disso, nessas horas, entre uma vistoria e outra, consigo caminhar com mais calma pelo bairro central (Mitte -- ou Meio, como reza a criatividade germânica) onde vou morar, e constatar o quanto esta cidade fantástica mudou desde que aqui estive pela última vez, há uma década. Ainda não vi a Siegessäule, mas sei que ela continua lá, à espera do nosso reencontro....