Faltou acrescentar uma coisa muito importante no post abaixo: é claro que as escolas que freqüentei foram determinantes para que eu chegasse onde estou hoje.
Mas eu certamente não teria aproveitado tudo o que elas me ofereceram se não fosse a formação que duas pessoas muito especiais me proporcionaram, com algum sacrifício financeiro e emocional (especialmente quando resolvi, aos 16 anos, fazer intercâmbio para a Alemanha, e quando passei no vestibular e saí definitivamente de casa para morar em São Paulo): Pai, Mãe, não tenho palavras para agradecer tudo o que vocês me deram.
Aliás, existem sim, só que não são minhas, nem foram escritas para este contexto -- mas não importa, porque elas dizem tudo o que eu sinto quando penso em vocês:
In My Life
(Lennon/McCartney)
"There are places I'll remember
All my life, though some have changed
Some forever, not for better,
Some have gone, and some remain
All these places had their moments
With lovers and frends, I still can recall
Some are dead and some are living
In my life I've loved them all
But of all these friends and lovers,
There is no one compares with you
And these memories lose their meaning
When I think of love as something new
Though I know I'll never lose affection
For people and things that went before
I know I'll often stop and think about them
In my life I love you more"
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sábado, 24 de outubro de 2009
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Orgulho Acadêmico
Sempre tive a sensação de que as coisas boas que aconteceram na minha vida foram muito mais obra do acaso do que do meu esforço pessoal. As coisas simplesmente foram dando certo, quer eu as tenha planejado ou não (embora uma amiga diga que isto é decorrência do alto grau de cobrança que me imponho, o que me causaria uma permanente sensação de desmerecimento).
Talvez por isso eu não veja como convencimento o orgulho que sinto por ter tido o privilégio de cursar a São Francisco. Convencimento seria se eu me considerasse superior aos outros por ter estudado lá, o que não chega nem perto de ser verdade -- ressalvado que não considero convencimento achar que lá recebi uma ótima formação, já que a qualidade está na faculdade, e não em mim. A verdade é que com a confusão e a correria dos anos de segundo grau, intercâmbio, mudança para Recife e dúvidas vocacionais eu nem sei bem como acabei indo parar lá, e que fui para lá praticamente sem sequer saber bem do que se tratava.
Mas os anos de faculdade acabaram se revelando os mais felizes, divertidos e enriquecedores da minha vida, e tiveram uma influência enorme na formação pessoa que sou hoje. Não bastasse tudo isso, o prédio é um alívio inspirador em meio à feiúra decadente do centro velho de São Paulo:



Ou ao olhar para o outro lado da avenida e ver o imponente prédio principal da Universidade,


E, principalmente, não há como não ficar arrepiada ao caminhar pela Bebelsplatz,


Talvez por isso eu não veja como convencimento o orgulho que sinto por ter tido o privilégio de cursar a São Francisco. Convencimento seria se eu me considerasse superior aos outros por ter estudado lá, o que não chega nem perto de ser verdade -- ressalvado que não considero convencimento achar que lá recebi uma ótima formação, já que a qualidade está na faculdade, e não em mim. A verdade é que com a confusão e a correria dos anos de segundo grau, intercâmbio, mudança para Recife e dúvidas vocacionais eu nem sei bem como acabei indo parar lá, e que fui para lá praticamente sem sequer saber bem do que se tratava.
Mas os anos de faculdade acabaram se revelando os mais felizes, divertidos e enriquecedores da minha vida, e tiveram uma influência enorme na formação pessoa que sou hoje. Não bastasse tudo isso, o prédio é um alívio inspirador em meio à feiúra decadente do centro velho de São Paulo:
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Salão Nobre da FADUSP
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O mesmo se dá, em menor escala, com relação aos dois semestres que cursei na Ludwig-Maximilians-Universität de Munique: a correria para escrever a monografia, o prêmio, o trancamento da faculdade e um ano que passou voando. E, no meio de tudo isso, um orgulho enorme por poder me sentar naqueles bancos históricos, e um perene “embasbacamento” com a beleza do prédio:
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E agora estou passando por isto uma terceira vez, com a Humboldt-Universität zu Berlin... Após uma semana e meia de aulas, ainda é cedo para dizer que conheço a faculdade, mas não tenho como não sentir orgulho ao ver a fachada da Faculdade de Direito à qual agora também pertenço:
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Fachada lateral da Faculdade de Direito
Foto de Salomé Jibuti
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Fachada principal da faculdade de direito, atualmente em reforma
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Ou ao olhar para o outro lado da avenida e ver o imponente prédio principal da Universidade,
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Detalhe do letreiro da fachada
do prédio principal da HU
Foto de Salome Jibuti
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Vista da HU a partir da fachada lateral
da Faculdade de Direito
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ao lado do qual se avistam a enorme cúpula da Berliner Dom (Catedral) e a horrenda Fernsehturm (Torre de Televisão – sim, aqui também tem!), marcos da paisagem da cidade:
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Vista do Berliner Dom e do Fernsehturm
a partir da fachada principal da Faculdade de Direito
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E, principalmente, não há como não ficar arrepiada ao caminhar pela Bebelsplatz,
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Foto panorâmica da Bebelsplatz, com a Faculdade de Direito
à direita, a Berliner Oper à esquerda e a Heiligkirche ao fundo
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e ver, no exato ponto onde aconteceu a hedionda queima dos livros pelos nazistas, enterradas sob uma placa de vidro, as estantes brancas vazias que servem para lembrar a humanidade de que queimar livros é destruir não só o passado, mas também o futuro...
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