Aliás, muita coisa se passou não só desde que cheguei, mas desde que parti. A viagem em si mereceria um post à parte: a correria até o aeroporto de Brasília e a choradeira de praxe na despedida, a gratíssima surpresa
de me deparar com uma amiga muito querida me esperando na rampa de embarque, afazeres em Guarulhos (registrar o laptop levou quase 1h!!!)... e em Frankfurt, após 11h de vôo, mais ansiedade: fila no balcão da Lufthansa para retirar o cartão de embarque para Berlim, com o tempo de conexão super apertado (deu certo); passar pela imigração dizendo que estou aqui para estudar, mas sem visto (não sei dizer se o policial alemão foi com a minha cara ou se ficou impressionado com todos os vistos e carimbos no meu passaporte, mas o fato é que também deu certo); rigor no controle policial em razão das recentes ameaças da Al-Qaeda à Alemanha (cachorros por todo lado e um jovem oficial que me abordou no raio-x e me pediu para acompanhá-lo até uma máquina que identifica vestígios de explosivo, em que meu sobretudo foi analisado, e depois me cantou: "deu positivo, vou precisar que você me dê o seu número de telefone"); e o grand finale: claro que uma das minhas duas malas extraviou na conexão (na foto, só as que chegaram). Mas como Alemanha, teu nome é eficiência, na manhã seguinte a fujona foi entregue na casa da minha "família alemã".
Por falar em família, que felicidade ser recebida pela minha "mãe da Alemanha" já no aeroporto! A fofa tinha dito ao telefone que jamais permitiria que sua "filha mais velha" pegasse um taxi para ir para casa, depois de tantos anos, e realmente não permitiu... Assim como também não permitiu que eu tivesse tempo de sentir saudades de casa: do aeroporto fomos direto a um restaurante grego, onde nos esperavam meu "irmão" Marian, minha "irmã" Verena, Thommy (Thomasius, o novo pulguento da família), e muitas horas de conversa regada a cerveja (Prost!) e Ouzo (Opa!). Ao chegarmos em casa, um rápido telefonema para dar sinal de vida, e cama.
Os dias seguintes foram pura burocracia. Abrir conta (31 anos, velha demais para ter uma conta de estudante, isenta de tarifas); contratar seguro-saúde (31 anos, velha demais para ter o seguro-saúde para estudante, 75% mais barato); me registrar como residente... e foi então que passei pela situação-Tostines do ano: nas instruções para matrícula consta que é preciso comprovar o registro, mas no departamento de estrangeiros exigem a comprovação de matrícula para outorgar o registro. E lá vou eu tentar convencer os funcionários da universidade a me matricular...
A diversão tem sido procurar apartamento. Do alto das minhas 14 mudanças, posso dizer que casa nova, em qualquer circunstância, é uma delícia -- e em breve terei a minha 15a. Além disso, nessas horas, entre uma vistoria e outra, consigo caminhar com mais calma pelo bairro central (Mitte -- ou Meio, como reza a criatividade germânica) onde vou morar, e constatar o quanto esta cidade fantástica mudou desde que aqui estive pela última vez, há uma década. Ainda não vi a Siegessäule, mas sei que ela continua lá, à espera do nosso reencontro....

5 comentários:
Delicia ler sua narrativa; vc quis fazer uma crônica? Para mim parece que fez! Mais um talento da minha amada multi mega master blaster Graci! Contemple-nos com mais, muito mais... e carpe diem, é isso aeee! Bjs já com saudades... Fe
Queremos fotinhos!!!
A primeira situação tostines alemã! rsrsrsrs! Muitas emoções virão por aí, garota!!! Olha, continua o ritmo, viu, vai postando SEMPRE!!!
Beijossssssssss!!!
Esses seus comentários só sabem produzir inveja no que aqui ficaram!!! Berlim é sensacional!!
Quase sinto o cheiro de cidade alemã ao ver as fotos! Boa sorte nos dias que virão!
Gracie... tinha que ter confusão com companhia aérea!!! rs rs Querida, qeue bom que chegou bem!! Muita alegria e luz aí!! Estaremos aqui acompanhando de pertinho... Um beijão
Van
Postar um comentário